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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O que eu poderia e o que me cabe fazer



Eu poderia simplesmente me mudar para um lugar bucólico que amo, que me deixa em paz e que zera meu irritômetro. 
Eu poderia ter uma casinha de tijolos, de madeira ou de estuque, com vista para a mata ou para o mar, uma varanda e uma rede para deitar.
Eu poderia, relaxadamente, recostar-me nesse canto e refletir, pensar em letras para escrever, juntar palavras em poemas de deslumbre, encantamento.
Mas escolhi outro caminho. Não resistiria usufruir tal lugar e tudo sem que o conhecesse mais profundamente. Preferi abrir mão desse lugar por um momento, até que possa lutar por ele com mais força e propriedade.
Um dia, terei felicidade em plenitude, proximidade o bastante para me sentir mais feliz, mais em paz, quando eu quiser! Porém, mais que a paz, importa que eu brigue, reclame e participe das guerras. Guerras essas a favor daquele que sinto como se fosse meu lugar!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sonhos - Termômetro do estresse

Bom, final de semestre, várias atividades, tarefas inadiáveis. A solução é sentar-se à frente de um computador e encará-lo por horas a fio. Ainda bem que acabou (quarta-feira), mas decidi escrever sobre isso. Desde a semana passada, venho escrevendo muito, principalmente nos últimos dias.

Entre terça e quarta, apelei, fiz uso de duas latas de energético enormes para poder me manter acordada, sem ao menos piscar os olhos. Tudo bem, entre 4h40 e 6h30 da manhã, eu dormi. Quando despertei, parecia uma morta-viva. Liguei o notebook, os olhos tremiam quando fazia força para que se mantivessem abertos. Tomei um banho quase frio, não deu certo. Fui ao mercado comprar mais um energético. Consegui ficar acordada até 19h30, quando comecei a dar sinais de cansaço novamente. Tomei café. Por fim, enviei o ensaio final da disciplina de Sustentabilidade às cerca de 22h. Mas hoje, sexta-feira, ainda me sentia cansada.

Todos sabem que meu objeto de estudo é a Ilha Grande, mais especificamente o Aventureiro. E, como leio e penso na Ilha todos os dias, terrivelmente, meu termômetro de estresse também é minha Ilha preferida. Vou explicar melhor: quando me sinto pressionada, ansiosa, estressada, irritada, triste, sonho que a Ilha está sendo atingida por tufões, ciclones, tempestades, grandes ondas, lixo, esgoto, favelas,degradação cultural, turistas mau-educados e todo tipo de coisas tristes que se possam imaginar. Esse é meu termômetro de estresse!

Pensando nisso, fui pesquisar o que pode ser tratado como indícios do estresse e encontrei esses abaixo. Entre parênteses, meus comentários pessoais.

  • Falta de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional (Vivo o mestrado. Ponto.)
  • Dificuldades para tomar decisões
  • Problemas em cumprir prazos importantes (Quando se tem mais de um trabalho na mesma semana, leituras, discussões e prazos curtos... o importante é cumpri-los, não interessa o que se faz para isso)
  • Sentir fadiga ou sono mesmo tendo dormido o suficiente (Cansaço mental, só na época das férias mesmo é que consegue-se estudar com mais calma)
  • Baixa auto-estima. (Sem receber bolsa, sem emprego por falta de disponibilidade de horário, sem ver os amigos, e longe da família e do lugar que mais amo no mundo... é, é razoável!)
  • O dia de trabalho parece não ser suficiente para realizar todas as tarefas (Por isso que uso as noites e finais de semana também)
  • Tendência a criticar e a discutir
  • Depressão ou desestímulo (Depois de tudo o que disse acima, também parece razoável)
  • Falta de memória (Sem dormir, lendo livros e mais livros por dia, à base de café e energéticos... dá nisso)
  • Ter a constante sensação de que algo está errado ou faltando
  • Comer menos ou mais do que o usual (Às vezes esqueço que não comi nada o dia todo)
  • Fumar, beber ou usar drogas para poder trabalhar (Bom, não fumo, mas tenho bebido café e energéticos, tipo Red Bull, Monsters, para me manter acordada por mais tempo)
  • Palpitações cardíacas irregulares (só quando deixo de dormir e tomo energético para dar conta de estudar sem parar...)
  • Respiração ofegante
  • Dores ou entraves nas costas, ombros ou pescoço (Devido às posições de estudo, a coluna pede arrego!)
  • Pressão sangüínea anormal
(Fonte: http://www.sonhos.com.br/stress.phtml)

Férias??? Só quando o mestrado terminar. Depois, um doutorado para completar! E assim a vida segue, toma seu rumo e chega ao destino esperado! Com alguns problemas, mas...! ;)

sábado, 30 de julho de 2011

É preciso relaxar.

Todos dizem a nós, estudantes, que precisamos nos manter relaxados ao fazer trabalhos, principalmente os assustadores Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), monografias, dissertações, teses, enfim...! Mas nunca ouvi alguém me ensinando a controlar o estresse quando tenho um questionamento aparentemente sem solução e certamente com curtos prazos para isso.

Isso porque, de fato, não há uma fórmula única para não se estressar ou diminuir esse nervoso que nos faz ter fome/ perder a fome, perder o sono, ficar irritados, impacientes, bem neuróticos. Começamos a pensar no projeto o dia todo, chegamos a sonhar com ele, e tudo o que as pessoas normais (é, não posso dizer que somos normais) conversam conosco nos remete ao bendito! E agora? Depois disso tudo, consegue permanecer em sã consciência? Duvido!

Essa situação chega ao ponto de não conseguirmos continuar lendo, estudando. Ontem mesmo, a cada linha lida de um artigo, caía uma lágrima. Cheeeeeeeeeeeeeeeega!!! Baaaaaaaaaaaaaaaaasta!!! Decidi que precisava parar, desestressar. Mas como fazer isso? Sim, algo tem que ser feito. Até o fato de chorar já ajuda em alguma coisa, mesmo que só liberando o peso que se carrega com essa responsabilidade.

Então, faça o que te faz feliz: dormir, sair com os amigos, tomar sorvete, ver filme, andar no parque. No meu caso, como amoooo o sol, vim para minha casa nova (ainda em reforma), e deitei no meio do quintal, peguei um sol bem gostoso ao lado do meu filhote (um pastor belga que já é adulto mas continua sendo meu filhote) Brad, e fiz uma macarronada que adoro fazer, mas troquei a linguiça calabresa por frango, e não tinha louro e cravo pra fazer o molho bechamel. E, apesar dessas trocas todas, o macarrão com molho bechamel e molho vermelho com frango ficou uma delícia!

Preciso dormir, mas só farei isso da melhor forma, na semana que vem, a partir de terça-feira, após minha última orientação antes da viagem do mês que vem, quando será minha pesquisa exploratória na Ilha Grande.